:: Como é chato ser famoso

RETIFICANDO a nota sobre a exibição do programa Observatório da Imprensa sobre preservação da memória nacional com minha participação: será exibido NESTA TERÇA, DIA 17, na TVE Brasil, ÀS 22H30 e reprisado no sábado seguinte, às 20h. Pronto.

Qualquer dúvida, vejam o site do Observatório da Imprensa.



Escrito por Sandro Fortunato às 21h05
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:: A-HA! U-HU! O Bolão é meu!

Aêêêêêêêêêê! E não é que o Memória Viva levou a melhor na categoria Arte & Cultura do iBest 2005? VENCEDOR. Isso mesmo: VENCEDOR! Vou repetir: VENCEDOR! Vou soletrar: V-E-N-C-E-D-O-R. Não teve para a Orquestra Sinfônica Brasileira nem para o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Deu Memória Viva na cabeça!

Estou começando a disponibilizar as fotos da cerimônia de premiação no meu flog pessoal e no flog Memória Viva. O Zeck também vai colocar algo no flog dele.

E as aventuras de Sandro, Zeck e Wilson pela paulicéia desvairada também começam a ser contadas aqui a partir desta quinta ou sexta. Acompanhe!

(Sandro de um cyber café tosqueira próximo à Galeria do Rock)

PS EM 14 DE MAIO, SÁBADO - O pessoal do site Arte & História, também finalista da categoria Arte & Cultura, escreve parabenizando e informando que o site é independente e não tem qualquer vínculo com o MAM-SP "a não ser divulgar tudo relacionado a ele". Retificado e dado o recado, aproveito para dar os parabéns ao Arte & História.



Escrito por Sandro Fortunato às 17h01
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:: A paulicéia desvairada que me caga o juízo

 

Você leu certo. É “caga” mesmo. Deveria ser “A paulicéia desvairada que me cega o juízo”. O erro foi proposital e inspirado no Bruxo do Cosme Velho. Está lá numa edição rara de Poesias completas, de Machado de Assis, publicada em 1902: “Não deixo esse prefacio, porque a affeição do meu defunto amigo a tal extremo lhe cagára o juízo que não viria a ponto reproduzir aquella saudação inicial”.

O mimo – a edição com tal erro – custa algumas centenas de reais e quem tem não quer vender. Tive o prazer de ver uma. Que estava à venda. Mas meus jovens bolsos ainda não são tão profundos.

Divido com você a lembrança. Está aí na foto feita há um ano na Livraria Calil Antiquária, em São Paulo. E essa “paulicéia desvairada”? É a outra parte da “inspiração”...

Durante esta semana, este foi meu nick no MSN: “Prepara-te paulicéia desvairada”. E muita gente me perguntou de onde vem essa expressão. Da minha abastada ignorância, respondo que se trata do título do segundo livro de poesias de Mário de Andrade, publicado em 1922, mesmo ano da famosa Semana de Arte de Moderna.

Paulicéia desvairada é um tanto datado e, para a massa, como todos os grandes poemas e títulos de livros de poesias no Brasil, ficou na memória de muito gente que sequer sabe tratar-se de um livro.

Pois a tal paulicéia me aguarda a partir deste sábado, 7 de maio. Mais uma vez, estarei nessa cidade que adoro. Permita-me o lugar comum... alguma coisa acontece no meu coração/ que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João... Na música, é linda. Mas o que chama mais atenção na famosa esquina é o letreiro enorme de um sex shop. Será que ainda está lá? É parte do que veremos aqui e no flog a partir de amanhã.

Os sebos do centro antigo, a Livraria Calil, a Galeria do Rock, a 21 de Março, a 7 de Abril, a Santa Efigênia, o Museu da Oca, a Sé, o CCBB, o Teatro Municipal... eu sempre bato ponto nesses lugares quando vou a São Paulo. Desta vez, quero incluir o Terraço Itália, o Edifício Martinelli, a Biblioteca Mário de Andrade... quero ver um show das Velhas Virgens, do Fuleragem... quero fotografar pela milésima vez as igrejas do Centro e sentir os frios de São Paulo. Sim, os frios. Do concreto, das pessoas, do vento...

E quero o calor de uma comemoração com os amigos durante e depois da cerimônia de premiação do iBest, que acontecerá na terça.

Decidi dividir tudo isso com você, que visita o Leseira. Aqui teremos pequenos textos, crônicas, observações e que tais sobre a São Paulo amada e vista por este carioca.

Pode acompanhar. A qualquer momento, em edições sempre extraordinárias, meus olhares desvairados sobre Sampa que me cega o juízo.



Escrito por Sandro Fortunato às 00h54
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