:: O carequinha é macho pra cacete!

Na próxima vez em que estiver no mesmo ambiente que Marcelo Tas, não vou vacilar. Vou dar um tapinha em suas costas e dizer: "Cara, eu não concordo com você, mas você é macho pra cacete!"

Assim que Marcelo escreveu o post Racismo ou tempestade em copo d`água dizendo ser um exagero a atitude do jogador Grafite em criar um impasse internacional acusando um jogador argentino de racismo, deixei meu comentário. Fui um dos primeiros. Depois fiquei acompanhando os mais de 200 comentários que apareceram em menos de uma hora!

Tudo bem! O UOL é poderosíssimo e chamada em sua página principal está ali para isso mesmo. O que me impressionou foi a participação do público, quase em sua totalidade, detonando o Tas.

Acho até que vou começar a falar mais bobagem (mais???!) do que de costume para ver o circo pegando fogo aqui no Leseira.

Eu, cá com minha camiseta sem botões, acho que ali existe mais do que uma simples opinião. Tem um jogo... uma pegadinha... uma coisa qualquer que explique melhor aquilo.

Grande defensor da liberdade de expressão, quero mais que Tas e todo mundo digam o que quiserem. Mas quem faz isso publicamente e como profissão precisa ter bem claro o conceito de responsabilidade.

Desculpe Tas, mas essa barulheira toda, passou do bom senso.

PS: Meu posicionamento quanto ao caso é claro. Acho um tremendo insulto aos macacos chamar assim um jogador de futebol, seja ele branco, negro, brasileiro ou argentino. A Sociedade Protetora dos Animais deveria se pronunciar a respeito!



Escrito por Sandro Fortunato às 14h29
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:: É Fonda mesmo!

Ta lá de novo o blog estendido na home! Em vez de algo politicamente correto, uma foto da Jane Fonda e a exclamação Deixem Barbarella trepar em paz! A criatura que nunca passou por aqui chega desavisada, achando que vai encontrar o blog de Um MiGuXo TiPu AçIm ÇeI lÁ iNtEndi? e se depara com uma putaria dessas!

Pois é... pela terceira vez nestes quase 6 meses de existência (o “meio aniversário” será no próximo sábado) o Leseira Geral é indicado nos Blogs Legais do UOL.

Foi assim que muita gente boa conheceu isso e nunca mais conseguiu sair. Como toda droga, Leseira vicia. Se você leu até aqui, já era! Pode ir buscando os mais de 60 textos malucos no histórico e clicando aí ao lado para cadastrar seu e-mail e ser avisado das novidades.

O Leseira Geral tem atualização diária. Só que, geralmente, o meu dia tem mais de 24 horas. Às vezes 48... às vezes um pouco mais. Só sei que sempre antes de dormir eu passo aqui e escrevo algo.

O próximo texto vai ser postado amanhã mesmo, quinta-feira. Passe por aqui para conferir. Enquanto isso, entre na suruba da Barbarella logo aí no post seguinte...



Escrito por Sandro Fortunato às 22h17
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:: Deixem Barbarella trepar em paz!

Ah, o poder da palavra final cravada em um jornal ou revista! Isto aliado a quase inexistente ocorrência de respostas ou erratas, faz dos jornalistas os donos da última – e muitas vezes única – palavra. Sem réplicas ou correções, chegamos a parecer inteligentes e até cultos.

Nos últimos dias, li várias matérias e artigos sobre a autobiografia de Jane Fonda. Todos deram destaque às “orgias” da qual participava com seu primeiro marido, o diretor francês, Roger Vadim.

Pensava no julgamento já incluso na palavra “orgia” quando me deparei com um texto de Vinicius Torres Freire, articulista da Folha, no qual fazia uma análise teológico-midiática sobre o assunto da semana: a morte do papa. Torres dizia: "O debate sobre a Igreja está hoje contaminado por preocupações laicas. É influenciado pelo fato de muitos jornalistas não serem católicos ou cristãos, por serem religiosamente indiferentes ou ateus".

Tentei aplicar a mesma lógica ao caso das “orgias” de Jane Fonda. Estaria o debate sobre este tema contaminado por preocupações leigas? Estaria influenciado pelo fato de muitos jornalistas não serem moralmente devassos ou permissivos, por serem sexualmente indiferentes ou recalcados?

Não era bem isso o que eu, digamos, achava.

Muito me surpreende que uma brincadeirinha a três – ou quatro, cinco – entre quem quer que seja pudesse afetar os julgamentos morais de um jornalista. Por certo, alguns tomaram para si a dura função de guardiões da moral mais recatada que possa existir.

De minha parte, acho muito normal as experiências relatadas por Jane. Só lamento que não tenha feito isso por vontade própria, mas somente para agradar seu marido. De outra forma, teria se divertido muito mais. Se resolveu falar ao mundo, deve estar, no mínimo, sentindo-se à vontade a respeito disso.

E não deveria ser diferente. Entre quatro paredes, cada um faz o que quer e ninguém tem nada com isso.

Nem é preciso que Freud explique esse tipo de julgamento. Basta aquele conhecido ditado sobre o desdém. Afinal, quem não toparia uma suruba com Barbarella?



Escrito por Sandro Fortunato às 09h43
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:: Cartas ainda existem!

 

Tenho centenas de cartas guardadas em caixas de sapato. A maioria foi recebida entre 1986 e 1993. Vinham de várias partes do Brasil e do mundo. As do Brasil, chegavam principalmente do Rio, dos meus amigos de ginásio do Colégio Pequeno C.E.U., Márcia Ferreira e Sérgio Gama. Eu e Sérgio chegávamos a gravar fitas K7 e enviar um ao outro. Uma hora de blá-blá-blá mostrando as músicas que estávamos ouvindo, gravando as vozes dos parentes, contando histórias, lendo notícias. Tínhamos uns 16 anos naquela época.

Em meados dos anos 1990 passei para o maravilhoso mundo dos e-mails. Fizeram até matéria comigo como exemplo de epistológrafo que aderira ao correio eletrônico. Depois disso, nunca mais recebi ou escrevi cartas.

Há dois anos, estive na casa de Márcia, no Rio. Fiquei surpreso quando me mostrou todas as cartas que havia recebido de mim naquela época. Cartas enormes, de muitas páginas, contando o que eu estava passando, cheias de brincadeiras, de citações do que estava ouvindo e lendo. No meio de tudo, pequenas publicações que editei ou com as quais colaborei e que talvez eu mesmo não possua.

Costumo receber correspondências. Geralmente livros, revistas e outros periódicos. Mas passada uma década de quando recebi uma carta, recebo, de uma única vez, quase 30. Não eram exatamente “cartas”, mas envelopes de carta. Neles, as aperiódicas publicações de João Antônio, ou melhor, os incríveis, os implacáveis, os indomáveis, os impublicáveis arquivos do rato de sebo João Antônio.

Nem sei se deveria falar a respeito desses arquivos assim abertamente. Como dito na carta de apresentação dos arquivos, trata-se de algo que ele faz “para os amigos, numa distribuição gratuita para as pessoas que eu acho que vão fazer bom proveito”. E eu sou uma delas. João há de me perdoar tal indiscrição, mas esta foi a forma que encontrei para agradecer a inclusão de meu nome em sua lista.

Ainda em suas palavras de, os arquivos são “uma espécie de fanzine, onde procuro divulgar as grandes obras gráficas e literárias”. São em dois formatos: meio A4 e menorzinho, assim como cordel. Eu gastaria algumas muitas linhas para descrever esses palatáveis conjuntos de documentos editados pelo Rato. Seria um contraisenso, já que a maioria é pura viagem iconográfica.

Para os que quiserem conhecer um pedaço desse mundo pictórico, sugiro uma passadinha no blog Grafolalia.

João, li tudo, inclusive os que precisam de lupa. E a segunda leva já chegou. Quando vem a próxima?



Escrito por Sandro Fortunato às 23h12
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:: Tipo assim... rapidão

Canto livre
A Fundação Getúlio Vargas está trabalhando no projeto Canto Livre, que pretende tornar acessível as obras de todos os compositores brasileiros que já estejam em domínio público. Coisa para daqui a uns seis meses, segundo promessas.

Pif-Paf reeditado
Os 8 números do Pif-Paf, de Millôr Fernandes, o outro gênio nascido no Méier, foram reeditados. Chegam às livrarias, em caixa, por 80 reais.

Natal continua maravilhosa
A capital potiguar está em primeiríssimo lugar no ranking da violência das capitais. COMO A MENOS VIOLENTA! Recife é a mais violenta. Brasília está bem no meio: 14o lugar. Entende agora quando eu digo que Natal não presta? É para ninguém querer ir para lá e estragar…

Vem aí…
Mesmo inacabado, meu site pessoal volta ao ar neste final de semana, quando completo 33 aninhos de puro sarcasmo.

Observatório
Hoje, gravei participação no Observatório da Imprensa. O programa sobre preservação de nossa memória deverá ir ao ar no próximo dia 19.



Escrito por Sandro Fortunato às 23h07
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:: O Papa, um produto

Estamos vivendo uma “overdose papal”. Para grande parte de nós – sobretudo em relação ao público que utiliza a Internet – João Paulo não era segundo. Era o primeiro e único Papa que conhecíamos. Apesar de muito pequeno, lembro de quando ele foi investido do cargo e de toda festa em torno disso. Lembro bem melhor de quando veio pela primeira vez ao Brasil e, na chegada ao Rio, encontrou toda a cidade iluminada. Foi pedido que em determinado horário todos acendessem as luzes de suas casas para que o Papa pudesse ver, melhorada, aquela que dizem ser a mais linda visão aérea e noturna de uma cidade.

A musiquinha que temos ouvido nos últimos dias está em minha cabeça desde 1980: A bênção, João de Deus. Nosso povo te abraça. Tu vens em missão de paz. Sê bem-vindo e abençoa este povo que te ama! Não vou divagar mais e mais sobre João Paulo e sua importância para o mundo durante mais de um quarto de século. Vou apenas comentar, rapidamente, sobre o trabalho de alguns órgãos de imprensa na cobertura dos últimos dias do Papa.

A Globo vacilou feio. Quando resolveu mandar William Bonner, já era tarde. A equipe chegou apenas uma hora antes do anúncio da morte do Papa. Por que a bola não foi deixada com a competente Ilze Scamparini, que vinha fazendo isso brilhantemente há anos? A divisão dos blocos do Fantástico não poderia ser pior. Rodada de gols entrando logo depois de extensas matérias sobre a morte do Papa só não foi pior do que os tropeços dos apresentadores e do minuto de silêncio mais barulhento do mundo, que aconteceu antes do Fla x Flu, no Maracanã, quando a torcida que lotava o estádio bradava a musiquinha lembrada acima em ritmo hooligan.

Pena que no “maior país católico do mundo” (você conhece algum país católico fora do mundo?) não se teve a mesma decência que na Itália, onde as partidas foram suspensas durante o final de semana, antes mesmo do anúncio da morte do Papa.

Estadão, Jornal do Brasil e Correio Braziliense já estavam com seus cadernos especiais prontinhos, só esperando o ponto final da história de João Paulo. Sempre achei estranha essa prática do obituário antecipado, mas não vou entrar em detalhes. A Folha de São Paulo que chegou aos outros estados não trouxe caderno especial no domingo e até a capa foi inferior à publicada na edição paulistana. O Globo, assim como sua TV irmã, saiu atrás em termos de “eficiência jornalística” (ainda que os tais obituários antecipados não sejam exatamente uma prática jornalística) e só nesta segunda lançou seu caderno especial.

As três principais revistas semanais já traziam o Papa na capa (e eu pensando que só Paulo Coelho era capaz de tal mágica!) e já estavam nas bancas do Rio e de São Paulo quando a morte foi anunciada. Nesta segunda, já apareciam as edições especiais.

E é justamente sobre uma dessas revistas que pretendo comentar. A capa de Veja que chegou às bancas no final de semana me lembrou imediatamente outra – polêmica, de péssimo gosto e sensacionalista – de 1989. Refiro-me àquela que trazia Cazuza com a seguinte chamada: Uma vítima da AIDS agoniza em praça pública.

Esta, com o Papa, se não ganhou em sensacionalismo no quesito manchete, ganhou na fotografia. Um frame congelado da imagem do Papa tentando falar pela última vez ao público na quarta-feira da semana passada. Entra com louvor para a galeria de capas sensacionalistas e de mau gosto de Veja.

Na capa da Edição Especial, o semblante de João Paulo é saudável e de paz. É um produto que está à venda e o que você quer ver agora é outra coisa. Compre, mas não se engane.

PS: Também não acredito em coincidências. O Papa morreu no dia em que Chico Xavier estaria completando 95 anos. Falo mais sobre essas “coincidências” depois.



Escrito por Sandro Fortunato às 20h03
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:: Memória Viva é Top 3 em Arte &Cultura

É com indisfarçável orgulho que informo a todos os meus amigos que o site MEMÓRIA VIVA é TOP 3 na categoria Arte & Cultura no iBest 2005.

Os outros dois finalistas são os sites da Orquestra Sinfônica Brasileira e o Portal Arte & História do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

TEM MAIS: Memória Viva também é finalista, na mesma categoria, pela votação da Academia iBest Brasileira, concorrendo com a Orquestra Sinfônica Brasileira e o Itaú Cultural.

A TODOS QUE VOTARAM nas fases anteriores, MUITO OBRIGADO.

Agora está na hora de fazer do MEMÓRIA VIVA o grande vencedor da categoria ARTE & CULTURA.

Nesta última fase, a disputa entre os 3 finalistas é muito justa e você precisa votar nos 3, indicando sua preferência: 1° lugar (3 pontos), 2° lugar (2 pontos) e 3° lugar (1 ponto). Isso toma menos tempo do que você levou para ler este e-mail até aqui.

Pra votar, vá em www.memoriaviva.com.br/ibest05.htm

E seu voto ainda pode valer um Peugeot 206.

AGORA, respondo a pergunta que não quer calar...

POR QUE SANDRO ENCHE O SACO COM ESSE LANCE DE IBEST?

** Simples de responder. A melhor comparação que existe é a seguinte: o iBest é o Oscar da Internet brasileira. Estar entre os finalistas é garantia de que o mercado e seus melhores profissionais, em todo o Brasil, sabem de sua existência e reconhecem sua competência.

** É como um músico ganhar o Grammy ou um médico ser laureado por uma grande descoberta.

** O Prêmio iBest é promovido, há 10 anos, pela empresa de mesmo nome, uma das maiores e mais fortes na área de Internet no país.

** Desde 2003, o Memória Viva vem se mantendo na final e subindo um degrauzinho a cada ano. No primeiro, foi TOP 3 na categoria Regional RN; em 2004, novamente TOP 3 na categoria Regional RN e TOP 10 em Arte & Cultura;  e agora em 2005, é TOP 3 em Arte & Cultura pela votação popular e pelo júri oficial.

** Cada edição do prêmio dura cerca de 9 meses e tem três fases: na primeira, concorrem todos os sites inscritos (normalmente, mais de mil na categoria Arte & Cultura); na segunda, saem 10 finalistas (os chamados TOP 10); na terceira e última, existem apenas 3 finalistas (os TOP 3) em cada categoria. O grande vencedor de cada categoria só é conhecido no dia da cerimônia de premiação, que sempre acontece no mês de maio, no Via Funchal, em São Paulo, com a participação dos 3 finalistas de todas as categorias, imprensa e convidados.

** Os mais acadêmicos podem entender o histórico do Memória Viva da seguinte maneira: Em 2003, ele passou no vestibular para a faculdade que escolheu. Em 2004, ele se formou e garantiu o mestrado. Em 2005, ele está no doutorado. Ganhar na categoria Arte & Cultura seria o Pós-Doutorado. Mais do que isso, só resta repetir títulos e/ou escolher um novo caminho.

** No caso do Memória Viva, ele concorre apenas em uma categoria principal – Arte & Cultura. É uma das mais disputadas e com concorrentes mais fortes. Este ano, como já foi dito, os outros finalistas são a Orquestra Sinfônica Brasileira e o Portal Arte & História do Museu de Arte Moderna de São Paulo, pela votação popular, e Orquestra Sinfônica Brasileira e o Itaú Cultural, pelo júri oficial.

** Vale lembrar que a EUquipe do Memória Viva é muito menor que a dos outros concorrentes. Além disso, o site existe há apenas 7 anos (contra 65 da Orquestra Sinfônica Brasileira, por exemplo), só tem um patrocinador, eu mesmo (contra um banco como o Itaú) e não tem o poder de mídia que qualquer outra finalista tem.

** Aí eu pergunto: Vale a pena dar uma força e votar no Memória Viva?

Então vá lá e incentive seus familiares e amigos a fazerem o mesmo: www.memoriaviva.com.br/ibest05.htm



Escrito por Sandro Fortunato às 23h01
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