:: Tipo assim... rapidão

Se você ainda não percebeu ou não está acreditando, aviso: é verdade, o Leseira Geral voltou a ter atualizações diárias. Vai lendo esse Tipo assim... rapidão e depois continua descendo para ler a respeito de Chet Baker, eu mesmo e histórias cheias de cocaína, heroína e, sobretudo, mentiras. Descendo mais um pouco, vamos falar sobre experiências nada civilizadas com o povo que mora ao lado. Pode comentar porque não dói e ainda é de graça.

Preá 9, 10

Acabo de receber as edições 9 e 10 da revista Preá. Destaque para a homenagem aos 400 anos de publicação de Dom Quixote de La Mancha com texto de Luís da Câmara Cascudo e desenhos de Portinari. Esta, a de número 10, ainda não está disponível na Internet, mas as outras 9 edições podem ser obtidas, na íntegra, no site www.fja.rn.gov.br/pg_revistaprea.asp

Acabou a novela do BBB5

Gostei do BBB5 sim. Assisti, torci, avaliei, teci comentários antropológicos como todo intelectual de meia pataca que fica buscando desculpa para assistir ao programa. A propósito, achei um exagero enorme chamarem o Jean de "intelectual". Ele está acima da média, que é muito baixa. Só isso. Gosta e tem obrigação de ler, coisa que brasileiro faz muito pouco. Colocado ao lado de algumas antas, parece um gênio, mas está longe disso. Torci por ele desde a segunda semana, quando Juliana, minha preferida, saiu. Depois comecei a achar o sentimentalismo dele meio forçado e percebi que Grazi me dava "mais momentos de prazer". Teria comemorado mais se ela tivesse levado o primeiro lugar. Mas como quase todo brasileiro, fico naquela de "fulano precisa mais, então deixa pra ele". E depois, se quiser, Grazi tira um milhão fácil só da Playboy. A garota tem uma estrela gigantesca bem no meio da testa. Quanto a ter sido um BBB diferente... foi sim! Muito diferente. Esta edição tinha tudo para decretar a falência do programa, mas foi um show. Porém, precisamos admitir: o tempero foi dado pela galera do mal. As pessoas adoram o mal ou adoram odiar o mal. Isso sim foi o grande catalisador.

Rosebud

Como todo órfão de Senhora do Destino, me recuso a assistir América. A novela deve ser muito pior do que imagino. Bastam-me as exaustivas cenas da personagem Sol nos comerciais, há duas semanas, agarrada àquele “enfeitezinho de vidro”. Devem ter derramado um litro de Super Bonder na mão da pobre para ela não largar mais aquilo. Invariavelmente, as novelas da Globo apresentam “referências” a filmes clássicos ou de grande bilheteria, mas essa cidadã Kane do brejo já encheu. Enquanto isso, na vida real, a atriz tenta arrancar uma baba da Playboy por uso indevido de fotos feitas em seus ensaios para a revista. Deixe-me tentar entender… ela mostra o Rosebud dela e depois fala “agora não tô mais a fim, para mostrar de novo, tem que pagar mais”. E eu pensando que o Falcão tinha acalmado a garota. A arma dele não está mais armada e apontada para a Deborah Secco? Rosebud, rosebud, rosebud… se acalma.



Escrito por Sandro Fortunato às 15h25
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:: Nem tão loucos assim

Lá pelos idos de 1993 eu “saí de circuito”. Minha primeira filha havia nascido e eu andava mais caseiro. Foi mais ou menos nessa época que chegaram para o meu amigo Tchelo e perguntaram por mim. Logo surgiu o seguinte comentário:
- Muito doido aquele cara…
- .…
- Você não sabia?! Ele se picava e saía de madrugada, nu, numa moto!

Até hoje lembro de Tchelo me contando isso. Rimos muito. Afinal, eu nunca me piquei, nunca andei nu pelas ruas e nunca pilotei uma moto. Mas havia quem acreditasse nisso tudo e passasse a história adiante.

Nunca entendi muito bem o uso da imaginação para inventar e fazer acreditar sobre coisas degradantes a respeito de outrem. E muitas vezes isso não acontece “por maldade”. Pelo menos não deliberadamente. É a velha história do quem conta um conto aumenta um ponto. A história vai crescendo e toma dimensões assustadoras, chegando a algo totalmente irreal.

Um pouco antes dessa história, uma mulher muito inteligente me disse algo que julguei importante. Ainda lembro da frase: “eu sou uma só, mas tem gente que me ama e gente que me odeia”. Daí para eu entender, na prática, que a maioria das pessoas veêm os outros e o mundo como a um espelho foi rápido.

No último sábado, li Memórias perdidas, de Chet Baker. Para quem não conhece, Baker era trompetista e foi um dos grandes nomes do jazz. Antes de virar uma lenda, tocou com outras como Charlie Parker e Gerry Mulligan. O livro é uma junção de treze textos escritos pelo próprio Chet Baker sobre os principais momentos de sua vida: a passagem pelo exército, as paixões, o início da carreira profissional, o encontro com Charlie Parker… Mas ele fala também do seu vício em cocaína e heroína, das prisões e de como tudo isso era muito duro.

O texto autobiográfico em um caso como este, no qual o autor escancara seus defeitos, suas fraquezas e seus erros, além de rico costuma dar uma dimensão mais realista de pontos polêmicos. Quando Chet começa seu relacionamento com Carol e ela deixa seu emprego na Itália para excursionar com ele, os jornais europeus inventaram muitas histórias. Em uma delas, dizia-se que Carol havia sido raptada e era mantida com ele contra a vontade dela, à base de heroína. Os pais da garota saíram de Londres e foram a Roma “salvar a filha”. Encontraram-na em um show que Chet fazia em um luxuoso clube na Via Veneto. E não foi necessário mais do que uma olhada para perceber que os jornais mentiam.

Depois que a mentira se estabelece, sua tendência é crescer. E esse crescimento só pára quando você quebra o círculo. Quando você está aberto para a verdade, não vê mais suas crenças refletidas no outro. Você vê o outro. Como ele é. Assim você pode, por exemplo, olhar para mim e perceber facilmente que eu não sou um motoqueiro viciado que anda nu pelas ruas.

Portanto, quando você encontrar um defeito ou algo que lhe incomode em alguém, antes de passar tal informação adiante, pergunte a você mesmo: “Isto que me incomoda está nele ou em mim?



Escrito por Sandro Fortunato às 15h00
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:: Vizinhos, vizinhos, vizinhos...

Quem nunca teve problemas com vizinhos que não atire a primeira pedra ou eles (os problemas) começarão.

Meu histórico na área começa com Seu Albano. Foi uma rixa herdada. Na verdade, a briga era entre ele e meu pai. Tudo começou em um tempo do qual não tenho lembrança. Só lembro de minha mãe chocada com o fato de o vizinho haver festejado a morte de minha avó tocando música, no último volume, durante todo o dia. Depois disso, não sei porquê, minha mãe não se importava que eu tocasse o terror ao som de Estúpido Cupido, Sidney Magal e roquinhos da época.

O vizinho começou a achar que eu era maluco. Quando comecei a “tirar finos” de seu fusca amarelo com minha bicicleta, ele teve certeza. Naquela casa havia ainda Mariazinha, esposa de Albano e sua (dele) mãe, uma dessas velhinhas que a gente tem certeza que já era bem velhinha quando Cabral chegou por aqui.

Quando mudamos do Rio para Natal, em meados da década de 1980, partimos para uma experiência nova: morar em apartamento. Fomos os primeiros a habitar um prédio recém construído com apenas dois andares e 16 apartamentos. Com o tempo, foram chegando os vizinhos e, com eles, os problemas.

O principal, como quase sempre, era o barulho. Já adolescente, não poupei esforços para o contra-ataque. E dá-lhe Iron Maiden e Sepultura nas idéias dos forrozeiros desrespeitosos. Nessa época havia um problema ainda maior. Todo o terreno ao lado (uns 60 metros) e atrás (cerca de 200 metros) do prédio onde morávamos (e onde meus pais continuam morando) não possuía qualquer outra construção. Durante anos tivemos que conviver com uma dúzia (ou mais) de prédios que foram erguidos ali. Tratores aterrando, bate-estacas, misturadores de cimento, caminhões descarregando, marteladas, ferros e madeiras caindo… Era um inferno.

Em 2001, mudei-me para Brasília. Nos primeiros meses, morei em um quarto alugado a um senhor que se dizia evangélico. De início, adorei. Mas logo constatei que era desses que acham que Jesus é surdo e precisam “tocar louvores” (uma música brega, horrorosa, equivocadamente chamada de Gospel) no volume máximo. De lá, fui para um apartamento. Passava quase todo o tempo fora de casa e só voltava para dormir. Até que meu horário de trabalho mudou e comecei a chegar em casa no meio da tarde. Descobri então que o vizinho de baixo ligava histericamente o som das 17h às 21h, todos os dias, religiosamente. Ficar em meu apartamento era como estar em um trio elétrico. E o tipo de “música”? Dessas de peão com aquelas chamadas berradas ridículas antes de cada uma! Por dias, bati insistentemente na porta do debilóide que ignorava completamente tal ação. Depois de muitas reclamações à imobiliária, alguém foi até lá constatar o absurdo de que não era possível ficar no apartamento com um barulho daqueles. O primeiro aviso foi verbal. Quando chegou o segundo, por escrito, foi junto com a ordem de despejo.

Pensava estar livre disso até que apareceu um novo vizinho no prédio ao lado. O apartamento ficava ao lado do meu. Esse era mais demente que o outro. Só ligava o som depois das 23h. Isso mesmo: depois das 11 horas da noite! Mais uma vez, só faltei botar a porta do infeliz abaixo. Mais uma vez, fui completamente ignorado. Desci e tive uma idéia maravilhosa: desligar a energia do apartamento. Feito isso, por volta de uma hora da manhã, fiquei ao lado do quadro de energia esperando alguém descer para religá-la. Nem! Foi dormir quietinho e em silêncio. Na noite seguinte, o barulho começou mais cedo, às 21h. Uma hora depois, desci, desliguei o relógio e deixei um bilhete: “Já são 22h”. Nunca mais perturbou.

Agora me mudei mais uma vez. Um apartamento agradabilíssimo, bem iluminado e muito ventilado. Desses que você sente prazer em interagir com ele, em ficar o maior tempo possível em casa. Mas já percebi que há selvagens por perto. Por sorte, não grudados ao apartamento, mas suficientemente perto para encher a paciência com suas demonstrações de incivilidade.

Conto só as historietas e abstenho-me de qualquer moral ou discurso sobre deveres, direitos e respeito ao próximo. Com gente assim não há diálogo. Como não pretendo me deixar embrutecer a ponto de descer tanto para mostrar que posso ser ainda mais grosso e inconveniente, decidimos que, o quanto antes, teremos – eu, minha esposa e filhos – um lugar calmo como base, algo como uma granja em alguma pequena cidade. Um local onde olharemos para os lados e não conseguiremos enxergar vizinhos. Um lugar selvagem onde se possa viver civilizadamente, já que nos lugares ditos civilizados somos obrigados a conviver com bárbaros.



Escrito por Sandro Fortunato às 13h56
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:: Do outro lado do microfone

Não tenho a mínima idéia de quantas entrevistas fiz desde aquela primeira com Lobão, em 1987, quando eu ainda estava no segundo grau. Foram muitas no bom e velho esquema de gravador ligado, outras com câmera de vídeo, algumas para tevê, muitas por e-mail e várias por telefone (com a conversa toda gravada).

Quase nenhuma foi dessas rápidas, superficiais como a maioria das que são feitas para jornais televisivos. Muitas foram longas, cheias de histórias pitorescas. Não raro, nasceu alguma relação de amizade entre mim e o entrevistado.

Nesses 18 anos, conversei com Lobão, Lair Ribeiro, Stênio Garcia, Carlos Eduardo Dolabella, Paulo Gorgulho, Walter Hugo Khouri, Wilson Cunha, D. Heitor Araújo Sales, Edson Cordeiro, Virna Dias, Clara Ghimel, Anselmo Duarte, José Louzeiro, Ziraldo, Celso Blues Boy, só para citar alguns poucos mais conhecidos. Na longa lista há ainda senadores, governadores, prefeitos, atores e diretores de teatro.

Modéstia à parte, sempre fui bom entrevistador. Em compensação, considero-me péssimo entrevistado.

Nunca reclamaram, mas eu acho. Segunda passada, dia 21 de março, à noite, vivi uma experiência inédita nestas quase duas décadas na área de jornalismo: dei uma entrevista, ao vivo, para uma rádio, pelo telefone. As cobaias foram os ouvintes da Eldorado AM, rádio paulistana pertencente ao mesmo grupo do Estadão. No mesmo programa ainda seria entrevistado Hugo Carvana e outros nomes de peso. Eu, daqui de casa mesmo, em Brasília, respondia às perguntas de Leandro Andrade, que estava bem informado sobre o Memória Viva, tema da entrevista.

Parece-me muito estranho estar "do outro lado do microfone". Deve ser por isso que costumo deixar meus entrevistados bem à vontade. É sempre uma conversa. Dia desses vi alguém na tevê falando que brasileiro gosta disso, de conversa, de bate-papo. A entrevista fria, calculada, planejada não faz muito nosso gênero. Talvez por isso as conversas do com seus amigos sejam muito mais interessantes que as entrevistas com quem não conhece. Assim como as "entrevistas" do Pasquim e algumas memoráveis da Playboy.

Poucos dias antes, havia dado outras duas entrevistas: uma por e-mail ao jornal O Girassol, de Palmas (TO) e outra por telefone ao Correio Braziliense. Já não gosto muito de telefone, para dar entrevista então… Mas as duas renderam matérias de página inteira e sem furos por parte das jovens entrevistadoras, Andressa Figueiredo e Marina Medleg, ambas com 22 anos.

Estar do outro lado, mais do que qualquer coisa, vem me ensinando a respeitar ainda mais o entrevistado, seus anseios e receios, além de saber equacionar melhor o que ele quer ou não falar com aquilo que eu gostaria que fosse exposto.

Vamos às próximas…



Escrito por Sandro Fortunato às 13h38
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Vivendo de um jeito Blues

Passada a ressaca da mudança de ap, estou de volta. Como bom ariano, faço mil coisas ao mesmo tempo, sempre acho que minha energia nunca termina e que vou ter muito tempo para dormir quando morrer. Então, bem no meio de uma mudança, em pleno domingo, lá vou para uma entrevista com Celso Blues Boy.

Todos os atrasos comuns ao mundo da música e à produção de shows adiaram a entrevista do início para o final da tarde. Quando finalmente Celso chega para a passagem de som, acontece algo que talvez seja, para ele, tão importante quanto tocar Blues: assistir a um jogo do Vasco.

Combinamos que vamos fazer como no futebol e ter dois tempos de entrevista: o primeiro durante o intervalo e um segundo depois do jogo. Mas Celso tem um bom papo e é cheio de histórias para contar. O segundo tempo começou com um gol e a entrevista rolou solta.

Expliquei a ele que a entrevista seria para o Memória Viva Hoje, a parte “quente” do site, e que, no futuro, poderia fazer parte de um livro com várias entrevistas. Disse ainda que o objetivo era mais memorialístico que jornalístico, que o importante era o depoimento dele e que eu faria uma série de perguntas que ele estava cansado de responder nos últimos 20 anos... Tudo balela. Assim como em relação ao horário, não dá para programar uma conversa com Celso Blues Boy.

De cara, começamos falando desse defeito terrível que ele tem que é torcer par o Vasco. Ele já me olhou torto – mas bem-humorado – e disse: “Aposto como você torce para o Flamengo”. Não. Não torço por time algum. Detesto futebol. Então vamos começar pelo início... “Quando você começou a tocar?” Nem ele lembra. Era muito pequeno quando isso aconteceu e repete os relatos que ouvia dos familiares.

Ainda adolescente, já tocava com Sá & Guarabira (de quem guarda ótimas lembranças e faz questão de demonstrar agradecimento e carinho) e Raul Seixas. Aos 28 anos, estourou com Aumenta que isso aí é rock`n`roll. Enquanto o BRock começava a engatinhar com Paralamas, Titãs, Blitz e outros, Celso fazia sucesso com Blues. Sempre brilhará, Blues Motel, Fumando na escuridão, Damas da noite, Sem ninguém, De um jeito Blues, Marginal... músicas que até hoje levam ao delírio seu público. Sempre que ele tenta mostrar uma música nova, um monte de gente fica gritando por essas.

Aliás, o show de Celso Blues Boy – acompanhado pela Mississipi em Chamas, banda formada pelos excelentes Gargamel (guitarra), Márcio (baixo) e Marcelo (bateria) – é redondinho: tem gente cantando em coro, gritando pelos clássicos, babando com Celso na guitarra, lavando a alma e deixando um gostinho de “até a próxima”.

Colocando bem longe o fato de Blues ser meu gênero musical preferido e que eu já curtia Celso quando suas músicas começaram a tocar na Maldita (Fluminense FM) no início da década de 1980, eu fico me perguntando o porquê de ele não estar milionário e ser endeusado. Não se trata de apenas um virtuose da guitarra. Ele tem um estilo próprio e, mais que isso, tem alma. Explico: não é porque alguém toca (ou diz que toca) Blues que vira um deus. Nem mesmo músicos extremamente capacitados e reconhecidos que tenham lá suas legiões de fãs. Assim como ninguém é chamado por B.B.King para seguir carreira nos Estados Unidos impunemente. Não tocando com o Rei do Blues, mas numa carreira própria incentivada por ele. Celso não foi porque estava fazendo sucesso na sua própria terra. Não queria correr o risco de ser mais uma lá fora.

Por mais de uma década tocou com B.B.King em vários lugares do mundo. Até no Festival de Montreux. Por que não toca mais? Celso é um viciado assumido. Fuma de 3 a 4 maços de cigarros por dia. Não consegue ficar uma hora sem cigarro, portanto, vôos internacionais nem pensar.

E é de se admirar que não só ainda consiga cantar como tenha a mesma voz de 20 anos atrás. “Você deve ter mesmo um pacto com o diabo! Como é que, fumando desse jeito, consegue ter a mesma voz até hoje?”, perguntei depois do show. E ele: “É porque naquele tempo eu já fumava”.

É mesmo um safado como todo bom blueseiro. E como tal, vive cada dia como se fosse o último. Espero que este demore muito a chegar. Que ele continue vivendo desse jeito Blues e com todas as bênçãos. De Deus ou do diabo.



Escrito por Sandro Fortunato às 15h02
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